Quem faz a Noir são eles.

Podem ser inéditos, diferentes, interessantes, ousados. Ou tudo ao mesmo tempo.
Esse time confere a alma que uma editora transgressora precisa ter. Conheça um pouco sobre nossos autores.

 
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Carlos Castelo

Está radicado em São Paulo desde 1961. É um dos idealizadores do grupo de humor musical Língua de Trapo, que acabou virando ícone da “vanguarda paulista”, nos anos 1980, junto a colegas do curso de jornalismo, num estilo que misturava rock, samba e humor. Usava então o pseudônimo Carlos Melo - além de batizar o grupo, escreveu grande parte das letras e criou esquetes. Suas primeiras crônicas apareceram na grande imprensa no início dos anos 1980, na coluna "Antena" do Caderno 2 de O Estado de S. Paulo. Colaborou ainda com Playboy, Jornal da Tarde, VIP, O Pasquim, O Planeta Diário, Caros Amigos, entre outros. Atualmente escreve a coluna semanal "Crônica por Quilo", no Estadão, e é colunista das revistas Rubem, Propaganda e Bravo!. Numa carreira como publicitário desde 1988, atuou em várias agências da capital paulista.
 

 
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Catulo da Paixão Cearense

Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) foi único em seu tempo. Antes das invenções do rádio e do disco, ele reinou absoluto como o senhor das serenatas, com seu inseparável violão – instrumento que levou para os salões nobres da República. Publicadas pela primeira vez em livro, essas deliciosas e irresistíveis memórias musicais e poéticas, temperadas com seu dom único de contador de causos à luz de velas, são um documento precioso para a história da música popular brasileira. O autor de Luar do Sertão e Flor Amorosa relembra sua vida boêmia a partir dos amigos mais queridos e personagens importantes da vida nacional, inclusive Presidentes da República. São textos marcados pelo humor, construídos com lirismo e poesia, que o revela o grande poeta popular como um mestre da prosa. Uma obra-prima do memorialismo com a marca da Noir.

 

Dinorah Germanetti

Moradora de uma pacata cidade do interior paulista, a autora tem duas paixões na vida: gatos e histórias em quadrinhos. Sua coleção de gibis, meio que vigiada por 18 felinos cujas idades vão de 1 a 22 anos, é uma das maiores que os editores da Noir já conheceram. Mas ela guarda tudo com discrição e longe do olhar de cobiça dos fanáticos e comerciantes de revistas. Professora de português aposentada e viúva, garante que tem dois romances inéditos. A revelação levou a editora a lhe encomendar um livro sobre os gatos nos quadrinhos, que fez com enorme alegria em apenas seis meses. Ela encontrou 97 personagens e escolheu os 50 mais importantes. Ficou radiante ao saber que a capa foi gentilmente ilustrada por Laerte.

 
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Gabriel Priolli

É jornalista, consultor político e diretor de televisão. Nascido e radicado em São Paulo, atuou nos principais veículos da mídia impressa brasileira, entre eles a Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde, Veja, Gazeta Mercantil, Época e Carta Capital. Atualmente é colunista na revista Imprensa e no blog Nocaute. Na mídia eletrônica, trabalhou na TV Globo, TV Record, TV Bandeirantes e TV Gazeta, e teve funções variadas na TV Cultura, da reportagem à direção de programação, jornalismo e rede. Professor por 25 anos na PUC-SP, com passagens pela FAAP e FIAM, foi um dos organizadores da Televisão Universitária no país, sendo fundador e primeiro presidente da entidade do setor, a ABTU. Foi membro do Conselho de Comunicação Social, do Congresso Nacional; do Conselho Superior de Cinema; e do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital. Dirigiu ou colaborou em 19 campanhas eleitorais. É autor de O Campeão de Audiência (Best-Seller/Summus), biografia do dirigente global Walter Clark, e coordenador de A Deusa Ferida (Summus), estudo sobre a audiência da emissora-líder do país, além de centenas de artigos para imprensa e publicações técnicas e acadêmicas.

 
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Gonçalo Junior

Gonçalo Junior é jornalista. Vive em São Paulo desde 1997. Trabalhou nos diários Jornal da BahiaTribuna da BahiaBahia HojeGazeta Mercantil e Diário de S. Paulo. Foi editor das revistas Personnalité(Trip) e Brasileiros. Colaborou em PlayboyTripCidade JardimEntrelivrosBravo!ImprensaAudiMAG e Nossa História e no jornal Folha de S. Paulo. É autor de 32 livros. Entre eles, País da TV (Conrad), O Homem-Abril (Opera Graphica), A Guerra dos Gibis (Companhia das Letras), Enciclopédia dos Monstros (Ediouro), Alceu Penna e as Garotas do Brasil (Manole), …E Benício Criou a Mulher (Opera Graphica), Maria Erótica e O Clamor do Sexo (Peixe Grande), A Morte do Grilo (Peixe Grande), Quem Samba tem Alegria (Civilização Brasileira), É uma Pena não Viver (Planeta), Eu Não Sou Lixo (Noir) e A Subversão Pelo Prazer (Noir).

 
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Gustavo Machado

Gustavo Machado é ilustrador, animador e um dos mais importantes quadinistas brasileiros dos últimos 40 anos, responsável, entre outors, pelos quadrinhos do Sítio do Pica-pau Amarelo da década de 1970. Teve diversas histórias eróticas e de terror publicadas pela Editora Grafipar e, mais tarde, atuou no mercado publicitário. Entre seus muitos trabalhos nos quadrinhos destacam-se Zé Carioca, Os Trapalhões, Sergio Mallandro, Gugu, Corcunda de Notre Dame, Hércules, Mulan e Tarzan. Recentemente, concluiu Isso não é um assassino, quadrinho que homenageia os 50 anos de morte do pintor René Magritte.

 
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Julio Shimamoto

Não são poucos os que consideram o paulista Júlio Shimamoto o maior desenhista de quadrinhos do Brasil de todos os tempos. Sobram motivos para isso. Poucos atingiram um traço tão personalizado e marcante. Raros dominaram a narrativa sequenciam como ele ou ousaram experimentar tantas variações e técnicas. Às vésperas de completar 60 anos de carreira, enche de orgulho a Noir com sua presença. Mais conhecido por seus trabalhos no gênero terror, estreou profissionalmente como desenhista de histórias em quadrinhos em 1959, pela Editora Continental/Outubro, onde desenhou a primeira HQ do Capitão 7, personagem surgido na televisão. Em seguida, participou do movimento da CETPA (Cooperativa e Editora de Trabalho de Porto Alegre-RS), em 1962, que pretendia estabelecer uma produção nacional. Desde então, participou de todas as grandes editoras brasileiras de quadrinhos – Vecchi, RGE, Grafipar, D-Arte, Devir, Opera Graphica etc.

 
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Raul Moreira

Baiano, Raul Moreira é jornalista, roteirista, cineasta e crítico cinematográfico. Dirigiu o dramaturgo Plínio Marcos no espetáculo Tarô Mágico (1992). Depois, seguiu o circo da F1 nos anos 1990 mundo afora. Na Itália, onde se fixou, foi correspondente e colaborador da Folha de S.Paulo, Diário Lance!, Correio Braziliense, Estado de Minas e A Tarde, entre outros.

 
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Raul Pederneiras

Ele foi o primeiro grande gênio dos quadrinhos brasileiros, quando essa arte tinha apenas dez anos de idade. De 1905 a 1935, publicou centenas de páginas na Revista da Semana, em que influenciou a primeira geração de quadrinistas brasileiros, com um jeito revolucionário de compor suas páginas e quadrinhos. Três décadas antes de Will Eisner, ele já explorava as onomatopeias e os títulos para compor as aberturas das histórias. Um tema predominava em suas histórias: o cotidiano delirante, quase surreal, da burguesia carioca, com seus hábitos, moralismos e atitudes hipócritas. Irmão do lendário poeta Mário Pederneiras, ele iniciou sua carreira em 1898, no diário O Mercúrio, jornal impresso em cores que circulou no Rio de Janeiro de fins do oitocentos, e, durante toda vida, manteve uma extensa e assídua participação em diversos periódicos cariocas, como a Revista da Semana, O Tagarela, D. Quixote, Fon-Fon, O Malho e o Jornal do Brasil. Um talento fora do comum que a Noir tem a honra de trazer de volta.

 
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Richard Foster

Richard Foster vive em Richmond, no estado da Virgínia, onde trabalha como editor-assistente da revista Style Weekly. Também foi repórter dos jornais Richmond Times Dispatch e Roanoke Times. Ainda estudante de jornalismo,tornou-se o primeiro repórter a contatar a reclusa Bettie Page. Outras celebridades que Foster entrevistou vão do patriarca da Marvel Comics, Stan Lee, ao líder do Nine Inch Nails, Trent Reznor, e à cantora-compositora Tori Amos. Foster é casado e tem dois gatos.

 
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Roberto Guedes

Roberto Guedes atua desde 1988 como escritor, roteirista, editor, tradutor e pesquisador. Colaborou nas editoras Panini Comics, Myhtos, Ediouro, HQM, Opera Graphica, Biblioteca Nacional, Escala, Discovery, Minuano, Phenix, Ninja, Cena Editorial (Portugal) e Twomorrows Publishing (EUA). É autor dos livros Quando Surgem os Super-Heróis, A Saga dos Super-Heróis Brasileiros, A Era de Bronze dos Super-Heróis (vencedor do Troféu Bigorna 2008) e das biografias Stan Lee: O Reinventor dos Super-Heróis e Stan Lee: A Vida e a Obra do Criador dos Heróis Marvel. Meteoro, o Mascarado Voador é o seu personagem mais conhecido. Ganhou prêmios na área editorial, como o Angelo Agostini (2003), e o Troféu Jayme Cortez (2004). Desde 2012, é colunista e articulista da revista Mundo dos Super-Heróis, da Editora Europa.

 
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Marcus Ramone

Cearense de nascimento, mas alagoano de coração, é mais um que foi alfabetizado lendo quadrinhos – em especial os da Disney e da Turma da Mônica. É um dos “tampinhas” da equipe do site UniversoHQ, tem formação em marketing, abraçou o jornalismo e é um boa-praça por excelência. Mas se quer vê-lo sair do sério, basta falar mal do Flamengo (mesmo se o time não estiver jogando nada) ou copiar algum artigo seu sem autorização. Seus textos para o site se tornaram referência para pesquisadores e fãs de quadrinhos, pela riqueza de detalhes e precisão de suas informações. Somam-se a isso os temas sensíveis e curiosos que encontra em sua vasta coleção de gibis. São quase-crônicas, deliciosas, carregadas de nostalgia e magia que só as revistinhas ilustradas conseguem trazer.

 
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Eduardo Filipe "Sama"

Enquanto Eduardo tem no currículo experiências de trabalho em TV, teatro e cinema, Sama, seu alter-ego mais subversivo é artista plástico e autor de HQ. No Brasil, Sama já publicou nas revistas Piauí, Lado 7, Argumento e General, além das antologias de HQ: Heavy Metal, Irmãos Grimm em Quadrinhos, Tarja Preta, Goldem Shower, O Mundo Segundo Jouralbo, Revista Prego, entre outras. Levou o primeiro lugar no XV Salão Carioca de Humor com o trabalho “Bradesco Bin Laden”. Em 2011 lançou seu primeiro álbum: “A Balada de Johnny Furacão”. Na Europa foi publicado pelas portuguesas Vice e FlanZine, na França seu trabalho apareceu na Gazette de La Lucarne e na revista Papier. Em 2013 expôs no IX Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (Portugal). Como autor independente publicou o livro de arte “Belles de Jour”, as HQs “Caderno do Sama”, “La Dolce Vita”, “Xmas Thing”e a primeira versão de “Mondo Sama”. Em 2015 sai em Portugal o livro “A Entrevista”, um “spin–off” da animação “Motel Sama”. Em 2017 participa do Festival Internacional de Amadora, em Portugal, com o trabalho “Contra a Tarifa”, história curta que integra sua publicação independente “Nada a Temer”, de 2016.

 
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Wander Antunes

Escreveu e desenhou o álbum Memórias de chuteiras e o infanto-juvenil Nosferateen. Como roteirista no mercado brasileiro assinou A boa sorte de Solano Dominguez, Crônicas da província além da adaptação para quadrinhos de Clara dos Anjos, de Lima Barreto. Já na Europa, também como roteirista, teve os seguintes trabalhos publicados: Toute la poussière du chemin, Big Bill est mort, L'oeil du diable, Vieille Amérique e Un paradis distant.

 

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