Quem faz a Noir são eles.

Podem ser inéditos, diferentes, interessantes, ousados. Ou tudo ao mesmo tempo.
Esse time confere a alma que uma editora transgressora precisa ter. Conheça um pouco sobre nossos autores.

 
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Catulo da Paixão Cearense

Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) foi único em seu tempo. Antes das invenções do rádio e do disco, ele reinou absoluto como o senhor das serenatas, com seu inseparável violão – instrumento que levou para os salões nobres da República. Publicadas pela primeira vez em livro, essas deliciosas e irresistíveis memórias musicais e poéticas, temperadas com seu dom único de contador de causos à luz de velas, são um documento precioso para a história da música popular brasileira. O autor de Luar do Sertão e Flor Amorosa relembra sua vida boêmia a partir dos amigos mais queridos e personagens importantes da vida nacional, inclusive Presidentes da República. São textos marcados pelo humor, construídos com lirismo e poesia, que o revela o grande poeta popular como um mestre da prosa. Uma obra-prima do memorialismo com a marca da Noir.

 

Dinorah Germanetti

Moradora de uma pacata cidade do interior paulista, a autora tem duas paixões na vida: gatos e histórias em quadrinhos. Sua coleção de gibis, meio que vigiada por 18 felinos cujas idades vão de 1 a 22 anos, é uma das maiores que os editores da Noir já conheceram. Mas ela guarda tudo com discrição e longe do olhar de cobiça dos fanáticos e comerciantes de revistas. Professora de português aposentada e viúva, garante que tem dois romances inéditos. A revelação levou a editora a lhe encomendar um livro sobre os gatos nos quadrinhos, que fez com enorme alegria em apenas seis meses. Ela encontrou 97 personagens e escolheu os 50 mais importantes. Ficou radiante ao saber que a capa foi gentilmente ilustrada por Laerte.

 
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Gonçalo Junior

Gonçalo Junior é jornalista. Vive em São Paulo desde 1997. Trabalhou nos diários Jornal da BahiaTribuna da BahiaBahia HojeGazeta Mercantil e Diário de S. Paulo. Foi editor das revistas Personnalité(Trip) e Brasileiros. Colaborou em PlayboyTripCidade JardimEntrelivrosBravo!ImprensaAudiMAG e Nossa História e no jornal Folha de S. Paulo. É autor de 32 livros. Entre eles, País da TV (Conrad), O Homem-Abril (Opera Graphica), A Guerra dos Gibis (Companhia das Letras), Enciclopédia dos Monstros (Ediouro), Alceu Penna e as Garotas do Brasil (Manole), …E Benício Criou a Mulher (Opera Graphica), Maria Erótica e O Clamor do Sexo (Peixe Grande), A Morte do Grilo (Peixe Grande), Quem Samba tem Alegria (Civilização Brasileira), É uma Pena não Viver (Planeta), Eu Não Sou Lixo (Noir) e A Subversão Pelo Prazer (Noir).

 
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Julio Shimamoto

Não são poucos os que consideram o paulista Júlio Shimamoto o maior desenhista de quadrinhos do Brasil de todos os tempos. Sobram motivos para isso. Poucos atingiram um traço tão personalizado e marcante. Raros dominaram a narrativa sequenciam como ele ou ousaram experimentar tantas variações e técnicas. Às vésperas de completar 60 anos de carreira, enche de orgulho a Noir com sua presença. Mais conhecido por seus trabalhos no gênero terror, estreou profissionalmente como desenhista de histórias em quadrinhos em 1959, pela Editora Continental/Outubro, onde desenhou a primeira HQ do Capitão 7, personagem surgido na televisão. Em seguida, participou do movimento da CETPA (Cooperativa e Editora de Trabalho de Porto Alegre-RS), em 1962, que pretendia estabelecer uma produção nacional. Desde então, participou de todas as grandes editoras brasileiras de quadrinhos – Vecchi, RGE, Grafipar, D-Arte, Devir, Opera Graphica etc.

 
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Raul Pederneiras

le foi o primeiro grande gênio dos quadrinhos brasileiros, quando essa arte tinha apenas dez anos de idade. De 1905 a 1935, publicou centenas de páginas na Revista da Semana, em que influenciou a primeira geração de quadrinistas brasileiros, com um jeito revolucionário de compor suas páginas e quadrinhos. Três décadas antes de Will Eisner, ele já explorava as onomatopeias e os títulos para compor as aberturas das histórias. Um tema predominava em suas histórias: o cotidiano delirante, quase surreal, da burguesia carioca, com seus hábitos, moralismos e atitudes hipócritas. Irmão do lendário poeta Mário Pederneiras, ele iniciou sua carreira em 1898, no diário O Mercúrio, jornal impresso em cores que circulou no Rio de Janeiro de fins do oitocentos, e, durante toda vida, manteve uma extensa e assídua participação em diversos periódicos cariocas, como a Revista da Semana, O Tagarela, D. Quixote, Fon-Fon, O Malho e o Jornal do Brasil. Um talento fora do comum que a Noir tem a honra de trazer de volta.

 
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Richard Foster

Richard Foster vive em Richmond, no estado da Virgínia, onde trabalha como editor-assistente da revista Style Weekly. Também foi repórter dos jornais Richmond Times Dispatch e Roanoke Times. Ainda estudante de jornalismo,tornou-se o primeiro repórter a contatar a reclusa Bettie Page. Outras celebridades que Foster entrevistou vão do patriarca da Marvel Comics, Stan Lee, ao líder do Nine Inch Nails, Trent Reznor, e à cantora-compositora Tori Amos. Foster é casado e tem dois gatos.

 
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Roberto Guedes

Roberto Guedes atua desde 1988 como escritor, roteirista, editor, tradutor e pesquisador. Colaborou nas editoras Panini Comics, Myhtos, Ediouro, HQM, Opera Graphica, Biblioteca Nacional, Escala, Discovery, Minuano, Phenix, Ninja, Cena Editorial (Portugal) e Twomorrows Publishing (EUA). É autor dos livros Quando Surgem os Super-Heróis, A Saga dos Super-Heróis Brasileiros, A Era de Bronze dos Super-Heróis (vencedor do Troféu Bigorna 2008) e das biografias Stan Lee: O Reinventor dos Super-Heróis e Stan Lee: A Vida e a Obra do Criador dos Heróis Marvel. Meteoro, o Mascarado Voador é o seu personagem mais conhecido. Ganhou prêmios na área editorial, como o Angelo Agostini (2003), e o Troféu Jayme Cortez (2004). Desde 2012, é colunista e articulista da revista Mundo dos Super-Heróis, da Editora Europa.

 
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Marcus Ramone

Cearense de nascimento, mas alagoano de coração, é mais um que foi alfabetizado lendo quadrinhos – em especial os da Disney e da Turma da Mônica. É um dos “tampinhas” da equipe do site UniversoHQ, tem formação em marketing, abraçou o jornalismo e é um boa-praça por excelência. Mas se quer vê-lo sair do sério, basta falar mal do Flamengo (mesmo se o time não estiver jogando nada) ou copiar algum artigo seu sem autorização. Seus textos para o site se tornaram referência para pesquisadores e fãs de quadrinhos, pela riqueza de detalhes e precisão de suas informações. Somam-se a isso os temas sensíveis e curiosos que encontra em sua vasta coleção de gibis. São quase-crônicas, deliciosas, carregadas de nostalgia e magia que só as revistinhas ilustradas conseguem trazer.

 

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